-Me deixa. - Fecho os olhos.
-Me desculpa por ser sempre um idiota, eu entendo o seu lado, só não chora. Você é meu ponto fraco, se você se destruir, você me destrói. Por favor... - Por mais lindo que tenha sido ouvir essas palavras de sua boca, eu lembro que depois vamos começar com tudo novamente.
-A onde tudo isso está nos levando? - Pergunto observando seu olhar vasto sobre o meu. - Eu digo, o que essas brigas estão resultando além do nosso distanciamento? Eu te amo demais para estar sempre brigando e me machucando. - Pressiono meus lábios um ao outro e fecho os olhos para não cair no choro.
-Nick, eu não gosto de brigar com você. Eu sei que viver comigo é chato, e que eu não dou todo o valor que você merece, eu sou um pé no saco. - Balancei a cabeça em concordância e ele ri gostosamente. - Mas eu sei que eu amo você, amo nossa filha e nada na minha vida poderia ser tão importante como vocês duas.
-Então porque vivemos brigando? - Me perco sobre seus olhos graúdos me observando.
-Porque eu sou um idiota! - Suas mãos encontram as minhas e repousam sobre o meu colo. - Você tem que descansar amor! Deve estar cansada.
-Não... eu quero passar um tempinho com a minha filha, passar o máximo de tempo antes que eu comece a trabalhar!
-Resolveu continuar lá?
-Sim, Thales me convenceu.
Ficamos num silêncio até ele separar nossas mãos para levantar. Ele caminha pela cozinha, não sei no que ele meche, mas ouço barulhos. Minha cabeça gira em torno de tantas coisas. Eu estou vivendo por ele, fazendo coisas que eu não faria se eu não o tivesse, estou dando o melhor de mim, será que ele não nota isso? Será que ele não nota o quão estou me doando para ver sempre sua alegria? Ao invés disso, de estarmos bem porque eu estou cedendo, não, nós estamos pior do que éramos antes, e isso está me matando por dentro! Olho para ele mexendo no leite que eu tirei para colocá-lo na geladeira.
-Eu poderia ter feito isso. - Disse observando ele voltar pra minha frente.
-Mas eu posso fazer essas coisas, não sou nenhum aleijado.
-Desculpa. - Dei um risinho e desviei meu olhar pra baixo.
-Levanta. - Ele puxa a minha mão e eu fico de frente pra ele em pé. Segurando a minha mão, ele olha nos meus olhos. -Desculpa por tudo isso. Eu não te prometo que irei melhorar do dia para a noite, mas eu vou tentar!
-Vamos tentar resolver as coisas sempre como adultos? - Propus e ele ri.
-Vamos... - Dou um sorriso para a sua resposta e ele acaricia minha bochecha. - Como eu posso amar tanto você?
-Me faço a mesma pergunta.
Selamos nossas bocas, unindo-as em um beijo apaixonante. Sua mão segurava minha nuca, mas não de uma forma safada, e sim completamente suave, neutra, mas ao mesmo tempo expressando algo. Ele não me segurava fortemente, mas eu senti naquele momento que eu poderia ir para qualquer lugar quando fechasse os olhos, qualquer lugar que ele estivesse, por que não há lugar nesse mundo que faça sentido pra mim se ele não estiver lá. Eu o amo, e é essa parte que nunca mudará.
-Tive uma ideia! - Bruno segura meus braços levemente e olha com seus olhos brilhantes nos meus. - Vamos almoçar, eu te ajudo a fazer o almoço! - Diz ele.
-Que ideia brilhante, Peter! - Ironizo.
-Que foi... essa é a ideia perfeita.
-Vai se catar. - Rio dele, que ri de mim também.
-Depois que almoçarmos nós nos arrumamos, arrumamos a Bê e vamos sair. Quero levar vocês à algum lugar.
-Algum lugar? Quer dizer que nem sabe a onde ainda? - Pergunto.
-Não sei, vou pesquisar algo.
-Adoro essas coisas sem rumo!
(*)
-Eu prefiro esse casaquinho aqui. - Apontei para um dos seus casaquinhos rosas.
-Mas esse vermelhinho é mais bonitinho, e combina com o detalhe da botinha dela. - Ele aponta para o pézinho dela que está sentada no chiqueirinho com seus brinquedos.
-Mas...- Olhei para seu olhar pidão.Quem é que não vai ceder? - Okay! O vermelho. - Peguei do seu guarda roupas o casaquinho vermelhinho.
-Eu estava pensando, agora no fim desse mês vamos reformar o quarto já, colocar um closet pra ela. - Bruno se vira para a parede.
-Mas que tanto. - Bufo e ele ri.
-Pretendo dar muito mais roupas pra ela.
-Bruno, ela já tem roupa o suficiente para abrigar cinco amigas de intercâmbio por um ano aqui em casa. - Digo abrindo uma das porta do guarda roupa pra ele.
-Mas nunca é demais. Assim ela não precisa ficar repetindo.
-Amor, ela nem vai a escola, nem creche... não tem necessidade disso por enquanto. - Peço encarecidamente. Não quero que minha filha se crie mimada demais.
-Tá, tudo bem, mas o closet nós vamos por.
-Okay, o closet colocamos.
-Perfeito. - Ele via em direção dela. - Vá se arrumar, eu vou dar banho nela! - Ele estica os braços para pega-la e ela ri abertamente.
Atirei um beijo para ela assim que ela foi para o colo dele, pensei que como mais cedo eu a xinguei ela não iria nem me olhar direito, mas para minha surpresa ela atira um beijo torto pra mim fechando seus olhinhos que hoje estavam mais claros.
No quarto pego meu hobby e entro para o banheiro. Um banho rápido, nem lavei meus cabelos para que eles não armem muito assim que secarem enquanto não estivesse em casa. E também mais cedo eu havia lavado-os.
Entrei no closet e fiquei olhando para as roupas perdida. Eu não sei o que vestir, principalmente porque nós não temos um paradeiro, vamos sair sem nem saber pra onde. Eu estava sorrindo bobamente e alegremente com a nossa conciliação e mal poderia esperar para quando retornássemos do passeio a Bê nos deixasse um pouquinho em paz para que pudéssemos aproveitar. Preciso do meu marido na cama também.
Alegre, peguei uma calça jeans clara, e separei a bota meia canela na cor preta e peguei uma blusa de manga comprida amarela não chamativa, com um detalhe na manga discreto. Nos casacos peguei uma jaqueta de couro preta curta, mas para minha prevenção peguei um casaco quente para deixar dentro do carro, caso esfrie.
Vesti minhas roupas íntimas e coloquei a calça e a meia. Pus novamente meu hobby com o qual havia saído do banheiro e fui até o quarto. Bruno estava fazendo gracinhas pra ela enquanto colocava a fralda.
-Passou o talco e a pomada? - Pergunto antes de perceber que as coisas estavam ao seu lado.
-Estou limpinha mamãe. - Ele fala pela Bê e me faz rir.
-Vou arrumar a bolsa dela com as coisinhas, pode ir tomando banho. Já até separei minha roupa para não demorar.
-Okay. - Ele vem na direção da porta, onde eu estou, e dá um selinho em minha boca. - Te amo.
-Também te amo.
-Haaaa. - Ouço o gritinho de felicidade da Bê como se ela estivesse entendo algo do que estávamos falando.
Corri para o trocador dela e vesti uma fina calça antes de por a sua calça jeans. Coloquei um tiptop branco, uma blusinha rosa clara de manga comprida e calcei suas botinhas. Para minha surpresa ela não reclamou quando eu pus o casaquinho nela, coisa que ela sempre faz birra.
A pus dentro do chiqueirinho novamente e arrumei as coisas que o Bruno tinha tirado do lugar para dar o banho e trocar a fralda dela. Peguei uma das suas bolsas, a rosinha do ursinho Pooh, e pus tudo o que ela poderia precisar de roupa - como uma outra blusinha, um babador, uma calça para prevenção, e um outro casaquinho -, e pus o que sempre coloco - fraldas, pomada, mamadeiras de passeio, um ursinho pequeno, fraldinha de pano, bico - que ela nem usa direito - e mais algumas coisas coisinhas necessárias.
Peguei ela e a pus sentada sobre o trocador e penteio seus cabelos fininhos e lisinhos, ela reclama de inicio e faz carinha de quem vai chorar.
-Amor da mamãe, vamos sair, ficar bonitinhas, dar um passeio com o papai. - Ela sorri enquanto eu digo isso e então começo a dizer mais coisas mantendo um "diálogo" com ela. Pus uma presilha perto de sua franjinha e lá estava ela, tão linda.
-Nick, eu não gosto de brigar com você. Eu sei que viver comigo é chato, e que eu não dou todo o valor que você merece, eu sou um pé no saco. - Balancei a cabeça em concordância e ele ri gostosamente. - Mas eu sei que eu amo você, amo nossa filha e nada na minha vida poderia ser tão importante como vocês duas.
-Então porque vivemos brigando? - Me perco sobre seus olhos graúdos me observando.
-Porque eu sou um idiota! - Suas mãos encontram as minhas e repousam sobre o meu colo. - Você tem que descansar amor! Deve estar cansada.
-Não... eu quero passar um tempinho com a minha filha, passar o máximo de tempo antes que eu comece a trabalhar!
-Resolveu continuar lá?
-Sim, Thales me convenceu.
Ficamos num silêncio até ele separar nossas mãos para levantar. Ele caminha pela cozinha, não sei no que ele meche, mas ouço barulhos. Minha cabeça gira em torno de tantas coisas. Eu estou vivendo por ele, fazendo coisas que eu não faria se eu não o tivesse, estou dando o melhor de mim, será que ele não nota isso? Será que ele não nota o quão estou me doando para ver sempre sua alegria? Ao invés disso, de estarmos bem porque eu estou cedendo, não, nós estamos pior do que éramos antes, e isso está me matando por dentro! Olho para ele mexendo no leite que eu tirei para colocá-lo na geladeira.
-Eu poderia ter feito isso. - Disse observando ele voltar pra minha frente.
-Mas eu posso fazer essas coisas, não sou nenhum aleijado.
-Desculpa. - Dei um risinho e desviei meu olhar pra baixo.
-Levanta. - Ele puxa a minha mão e eu fico de frente pra ele em pé. Segurando a minha mão, ele olha nos meus olhos. -Desculpa por tudo isso. Eu não te prometo que irei melhorar do dia para a noite, mas eu vou tentar!
-Vamos tentar resolver as coisas sempre como adultos? - Propus e ele ri.
-Vamos... - Dou um sorriso para a sua resposta e ele acaricia minha bochecha. - Como eu posso amar tanto você?
-Me faço a mesma pergunta.
Selamos nossas bocas, unindo-as em um beijo apaixonante. Sua mão segurava minha nuca, mas não de uma forma safada, e sim completamente suave, neutra, mas ao mesmo tempo expressando algo. Ele não me segurava fortemente, mas eu senti naquele momento que eu poderia ir para qualquer lugar quando fechasse os olhos, qualquer lugar que ele estivesse, por que não há lugar nesse mundo que faça sentido pra mim se ele não estiver lá. Eu o amo, e é essa parte que nunca mudará.
-Tive uma ideia! - Bruno segura meus braços levemente e olha com seus olhos brilhantes nos meus. - Vamos almoçar, eu te ajudo a fazer o almoço! - Diz ele.
-Que ideia brilhante, Peter! - Ironizo.
-Que foi... essa é a ideia perfeita.
-Vai se catar. - Rio dele, que ri de mim também.
-Depois que almoçarmos nós nos arrumamos, arrumamos a Bê e vamos sair. Quero levar vocês à algum lugar.
-Algum lugar? Quer dizer que nem sabe a onde ainda? - Pergunto.
-Não sei, vou pesquisar algo.
-Adoro essas coisas sem rumo!
(*)
-Eu prefiro esse casaquinho aqui. - Apontei para um dos seus casaquinhos rosas.
-Mas esse vermelhinho é mais bonitinho, e combina com o detalhe da botinha dela. - Ele aponta para o pézinho dela que está sentada no chiqueirinho com seus brinquedos.
-Mas...- Olhei para seu olhar pidão.Quem é que não vai ceder? - Okay! O vermelho. - Peguei do seu guarda roupas o casaquinho vermelhinho.
-Eu estava pensando, agora no fim desse mês vamos reformar o quarto já, colocar um closet pra ela. - Bruno se vira para a parede.
-Mas que tanto. - Bufo e ele ri.
-Pretendo dar muito mais roupas pra ela.
-Bruno, ela já tem roupa o suficiente para abrigar cinco amigas de intercâmbio por um ano aqui em casa. - Digo abrindo uma das porta do guarda roupa pra ele.
-Mas nunca é demais. Assim ela não precisa ficar repetindo.
-Amor, ela nem vai a escola, nem creche... não tem necessidade disso por enquanto. - Peço encarecidamente. Não quero que minha filha se crie mimada demais.
-Tá, tudo bem, mas o closet nós vamos por.
-Okay, o closet colocamos.
-Perfeito. - Ele via em direção dela. - Vá se arrumar, eu vou dar banho nela! - Ele estica os braços para pega-la e ela ri abertamente.
Atirei um beijo para ela assim que ela foi para o colo dele, pensei que como mais cedo eu a xinguei ela não iria nem me olhar direito, mas para minha surpresa ela atira um beijo torto pra mim fechando seus olhinhos que hoje estavam mais claros.
No quarto pego meu hobby e entro para o banheiro. Um banho rápido, nem lavei meus cabelos para que eles não armem muito assim que secarem enquanto não estivesse em casa. E também mais cedo eu havia lavado-os.
Entrei no closet e fiquei olhando para as roupas perdida. Eu não sei o que vestir, principalmente porque nós não temos um paradeiro, vamos sair sem nem saber pra onde. Eu estava sorrindo bobamente e alegremente com a nossa conciliação e mal poderia esperar para quando retornássemos do passeio a Bê nos deixasse um pouquinho em paz para que pudéssemos aproveitar. Preciso do meu marido na cama também.
Alegre, peguei uma calça jeans clara, e separei a bota meia canela na cor preta e peguei uma blusa de manga comprida amarela não chamativa, com um detalhe na manga discreto. Nos casacos peguei uma jaqueta de couro preta curta, mas para minha prevenção peguei um casaco quente para deixar dentro do carro, caso esfrie.
Vesti minhas roupas íntimas e coloquei a calça e a meia. Pus novamente meu hobby com o qual havia saído do banheiro e fui até o quarto. Bruno estava fazendo gracinhas pra ela enquanto colocava a fralda.
-Passou o talco e a pomada? - Pergunto antes de perceber que as coisas estavam ao seu lado.
-Estou limpinha mamãe. - Ele fala pela Bê e me faz rir.
-Vou arrumar a bolsa dela com as coisinhas, pode ir tomando banho. Já até separei minha roupa para não demorar.
-Okay. - Ele vem na direção da porta, onde eu estou, e dá um selinho em minha boca. - Te amo.
-Também te amo.
-Haaaa. - Ouço o gritinho de felicidade da Bê como se ela estivesse entendo algo do que estávamos falando.
Corri para o trocador dela e vesti uma fina calça antes de por a sua calça jeans. Coloquei um tiptop branco, uma blusinha rosa clara de manga comprida e calcei suas botinhas. Para minha surpresa ela não reclamou quando eu pus o casaquinho nela, coisa que ela sempre faz birra.
A pus dentro do chiqueirinho novamente e arrumei as coisas que o Bruno tinha tirado do lugar para dar o banho e trocar a fralda dela. Peguei uma das suas bolsas, a rosinha do ursinho Pooh, e pus tudo o que ela poderia precisar de roupa - como uma outra blusinha, um babador, uma calça para prevenção, e um outro casaquinho -, e pus o que sempre coloco - fraldas, pomada, mamadeiras de passeio, um ursinho pequeno, fraldinha de pano, bico - que ela nem usa direito - e mais algumas coisas coisinhas necessárias.
Peguei ela e a pus sentada sobre o trocador e penteio seus cabelos fininhos e lisinhos, ela reclama de inicio e faz carinha de quem vai chorar.
-Amor da mamãe, vamos sair, ficar bonitinhas, dar um passeio com o papai. - Ela sorri enquanto eu digo isso e então começo a dizer mais coisas mantendo um "diálogo" com ela. Pus uma presilha perto de sua franjinha e lá estava ela, tão linda.


Dri, eu nem sei como te agradecer por me fazer dar o primeiro sorriso do dia. Sério mesmo. Eu abri o link já totalmente preparada pra chorar pela milésima vez hoje, mas não chorei. Muito obrigada <3
ResponderExcluirSobre eu ter ficado super feliz quando eles voltaram com o lovee <3 awwn esse casal dão o que falar! a Bê ta cada dia mas lindaa, ameei o cap e já quero saber pra onde essa família irá.. anciosa hehe até Dri :3
ResponderExcluirEstou muito feliz por eles ter voltado <3 <3 , e é claro que eu quero ver um hot k k k'
ResponderExcluirDRI MDS SUA AFILHADA É LINDA <3 A foto tá tão nhooo que pensei que fosse fake, desculpa jhfdhjahdhsf mas enfim, eu amei o capítulo e a reconciliação deles. Ansiosa pelo próximo <3
ResponderExcluirNossa, essa Nick também viu, eu sinceramente a acho egoísta, e o Bruno também. Talvez não entenda, mas o que quero dizer é que os dois, bem, pensam primeiro neles, sabe? Eles deveriam pensar na Bê, e assim conciliar a relação "família". Isso ficou confuso kkkkk mas é isso
ResponderExcluirGennnnt saudade desses dois juntos..
ResponderExcluirquero um cap. só deles, posso estar sendo egoista, mas sinto falta do fogo da Nick e do Bru.. sei lá. eles estão precisando disso.. ;)
PERFEITO.
Adorei!!!!!
ResponderExcluirQue perfeito!
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