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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Quinze - Parte 2

Me senti a mulher mais completa. Enquanto tomávamos banho juntos e fazíamos carícias sem malícias, ele me disse uma vez que me amava e que tudo que ele fez anteriormente para me conquistar, se precisasse, ele faria novamente. Tem como não se apaixonar mais por ele? Tá certo que temos nossas diferenças e que as coisas não estão mais como antes de termos a nossa filha, mas quem disse que iria ser fácil para a vida toda.

Me arrumei com trapos mais antigos do que estou acostumada a usar,  mas Bruno insistiu que eu fizesse comida com uma de suas camisas, enquanto ele cuidava da Bê.

Peguei em sua mão e fomos até o quarto dela. Ela ainda dormia tranquilamente, mas já havia feito a senhora bagunça na cama, ela se mexe muito enquanto dorme, como o Bruno. Eu não queria ter que acorda-la, mas precisava trocar a sua fralda e dar mama! Depois Bruno a cuidaria e se ela quisesse dormir novamente estava tudo bem.


-Arruma as coisas dela para troca-la, por favor, amor. - Peço enquanto me inclino para pega-la em meu colo.

-Essa é a parte ruim de ser pai... a fralda.

-Quem vai trocar ela sou eu, não reclame. - Começo a rir e Bê se mexe em meu colo, e faz uma careta estranha para não acordar.

-Mas eu vou sentir o cheiro nada agradável. - Olho para sua careta e começo a rir novamente.

Realmente, não é nada agradável trocar fraldas! O cheiro é péssimo. Quando menor, lá por seus quatro meses, quase não dava para aguentar o cheiro horrível que saia das fraldas sujas, mas depois amenizou, agora já estou até acostumada um pouco com o cheirinho.

Apoiei-a em seu trocador, e encostei minha mão de leve em seu peito.

-Vamos trocar o sujinho, amor da mãe! - Tento-a chamar, mas como eu disse, ela tem muitas coisas parecidas com o Bruno , inclusive o hábito de dormir como uma pedra. - Bernie da mamãe, acorda minha princesa. - Me inclino para falar um pouco mais perto do seu rostinho.

Ela abre os olhos e já faz beicinho para chorar.

-Que pecado com a minha bonequinha. - Bruno faz gracinha de longe pra ela, mas emburrada, ela continua com seu beicinho pra baixo como se fosse começar a chorar.

-Conheço esse beicinho, é manha, não é dona Bê! - Faço cócegas em sua barriguinha e ela gargalha alto, mas logo torna é fechar a sua cara birrenta.

Tirei sua calça, e abri o pequeno tiptop que havia posto por baixo. Abri sua fralda e levantei sua roupinha na parte de cima.

-Tira o casaco dela por enquanto amor. - Diz Bruno observando eu troca-la.

-Melhor. - Concordo com ele.

Tiro seu casaquinho vermelho e o coloco para o lado. Assim que termino de tirar a fralda carregada, ela fez xixi sobre o trocador. Começo a rir de tão sapeca que ela é, e ela ri do que acabou de fazer, como se fosse uma cobrança por eu ter acordado-a.  Terminei de troca-la e a arrumei direitinho para depois irmos dormir.


Limpei as coisas que estavam sujas e ele a pegou no colo para irmos a cozinha. Os dois iriam me assistir enquanto eu fizesse comida. A televisão da cozinha foi ligada e Bruno pôs em canal de desenhos para ela assistir. Não sei se já comentei antes, mas ela fica eufórica com desenhos e músicas animadas. Ele a pôs no carrinho para aliviar a tensão dos braços devido o seu peso, e sentou-se numa cadeira ao lado.

-O cheirinho está ótimo. - Observa ele chegando atrás de mim assim que termino de fritar algumas coisas para o molho.

-Menos mal. - Dou risada e sinto uma das suas mãos em minha cintura e a outra segurando a minha bunda. - Bruno! - O repreendo e viro o rosto em direção o carrinho da Bê.

-Ela não entende ainda. - Ri baixinho da sua safadice. - Além do mais, você está extremamente sexy com a minha camisa, e sua bunda está cada dia mais deliciosa.

-Eu não acredito que está falando isso numa cozinha. - Baixo a cabeça e abro a tampa da panela enquanto dou risada em silêncio, com um pouco de vergonha do seu comentário.

Enquanto vou terminando minha janta e dando uma espiada ás vezes no relógio e nos dois conversando (ou tentando, pelo menos). Bê fica muito falante quando está perto dele, ela chega a fica afobada para conseguir falar mais coisas, mas são poucas palavras que ela tem em seu vocabulário, e outras ela fala, mas nós temos que desvendar o que é.

-Amor, eu não irei dar comida pra ela, está tarde demais. Se importaria de dar uma papinha e um pouco de água pra ela?

-Claro que não, vida. - Ele levanta-se e ela resmunga porque ele para de brincar com ela.

-Quer ficar brava ainda, olha que abuso. - Dou risada do seu beicinho pra ele, mas não beicinho para choro, é de brava mesmo.

-Com ela é 8 ou 80, como a mãe. - Bruno comenta enquanto abre o armário atrás de um potinho com a papinha. - Amanhã eu tenho que ir para o estúdio pela manhã e sairei ás três, vai ir no seu serviço amanhã? - Pergunta ele.

-Acho que sim, provável que sim. - Ainda tinha umas dúvidas pequenas quanto a voltar para aquele lugar, mas como o Thales disse, eu tenho que pensar em tudo que está acontecendo, e já aconteceu.

-Então, nós nos encontramos para irmos fazer as compras do mês.

***

Acordei desnorteada, minha cabeça doía um pouco! Bruno não estava mais ao meu lado, já deve ter ido para o estúdio. Chequei o horário no telefone, e vi que já passou da hora da Bê tomar a sua mamadeira.

Levantei sem disposição, nem animo. Lembrei-me que ontem a noite nós jantamos e ele me ajudou a arrumar tudo que bagunçamos na cozinha, e depois que colocamos a Bê no quarto, nós chegamos na carícia na cama. Ficamos até mais ou menos umas duas da manhã conversando coisas bonitas e nos beijando. Namorando como fazíamos antigamente.

Liguei a televisão da sala e a da cozinha para não me sentir só. Daqui a pouco a empregada está por aí, e provável que o jardineiro também venha para arrumar o jardim do Bruno. Enquanto colocava o leite no microondas, observo a notícia de uma casa que pegou fogo num bairro distante do nosso. Pensei no pavor que os donos dessa casa estão ou ficaram, pensei nas crianças que perderam a memória que estava lá dentro, os pais que perderam as lembranças boas e o dinheiro que ali foi posto. Fechei os olhos e pedi a Deus que proteja a mim, a minha filha, ao Bruno e à todos que eu amo.

2 comentários:

  1. Aaai Dri, que momento fofo perfeitooo. Gente, eu tava sentindo falta das suas chegadas triunfais com capitulos maravilhosos desde que acabou a NLMG :/ Mas tá maravilhosooo, ahh e quero a sua fic nova, por favoooooooor

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  2. Sempre arrasando com os capítulos né dona Dri..já estava com saudades rss. Continuo amando e super feliz com o love deles, um beijo e até.

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