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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Vinte e nove - Parte 2

Já dizia alguém famoso que nós podemos enganar qualquer pessoa, menos a nós mesmos. É um crime, e eu estou-o cometendo. Não canso de pensar no Bruno enquanto analiso nossa filha deitada ao meu lado, dormindo tranquilamente. Ela não está merecendo nada do que está acontecendo, e eu estou cada vez mais nervosa. Penso em mil coisas, e a única imagem que não sai do meu pensamento é o selinho que demos assim que ele saiu, mais cedo, daqui do apartamento.


Eu o amo, não posso deixar-me enganar disso, e sei que pode levar anos para eu tentar me desapegar dele, talvez nem seja preciso daqui há algum tempo, mas agora é necessário. Eu saí daquela casa com intensão de ter um pouco mais de paz, mas por incrível que pareça, esse final de semana está saindo mais guerrilhado do que duas semanas naquele lugar. Parece que o tempo não passa.

E dentro de mim há esse pequeno detalhe, essa pequena dúvida, que eu preciso soluciona-la.

Viro-me de bruços na cama e minha filha se remexe um pouco, mas continua dormindo. Eu procuro fechar meus olhos, concentrar-me no sono, mas é quase impossível. Já vi que essa será uma longa noite.

+++

Minha cabeça estava explodindo. Queria que aquela reunião, que nem havia começado, acabasse de uma vez. Queria somente ir para o apartamento, deitar, me cobrir para passar esse frio horrível, e dar carinho para minha filha. Ouço burburinhos sobre o contrato da parte da gravadora, dois representantes da parte jurídica haviam chego, eles já comentavam sobre todas as situações.

O que basicamente iria acontecer ali hoje era uma re-ordem dos direitos, dos contratos com possíveis bandas novas e cantores, bonificações e outras condições. Pree estava batucando a sua caneta na mesa quando David pediu para Thales apagar a luz para passar a sequencia de slides explicativos.

Eles falavam tantas coisas, uma desordem. Certo ponto já não dava para entender mais o que se tratava tudo aquilo. Thales estava numa cadeira ao meu lado, ele tentava prestar atenção e eu achava impressionante a sua paciência para todas aquelas baboseiras. Pree levantou-se agora para falar sobre o quadro de funcionários. Não é de extrema política o Thales estar ali, já que não faz dois anos que ele foi contratado sem ser como estagiário.

Pree puxou uma folha falando sobre alguns cargos, e algumas coisas que deveriam ser cortadas. Algum dos representantes comentou algo sobre os melhores cantores e as melhores bandas da gravadora lançarem coisas novas, aí foi a vez de Thales falar.

-Eles estão fazendo o possível e impossível, mas tem alguns...

-Possível? Que fraqueza. - O bigode de Pree me incomodou quando ele interrompeu Thales, aquele troço parecia ter uma espécie de vida própria.

-É que alguns a recém lançaram álbuns, e não tem como fazerem outros seguidos. - Thales tenta explicar na maior tranquilidade.

-Que lancem singles novos. - Pree estoura aumentando um pouco o tom de voz e beberica sua garrafa de água.

Enquanto Thales falava algumas coisas com o Pree, eu ouvia aqueles murmúrios, e o batucar da caneta de alguém impaciente que estava na mesa, contando com um idiota que não largava o celular. Assim que ouvi um segundo de trégua da discussão empresarial, levantei-me em direção da porta.

-Onde vai, senhorita Nicole? - Pergunta Pree.

Giro meus pés e observo os olhares todos pra mim.

-Desculpa, mas estou achando tudo isso ridículo. Como vocês podem ser tão idiotas? Tudo tem seu tempo, o pessoal que produz para nós não são máquinas. Tem pessoas em plena turnê e não são pagos para ouvirem a gravadora deles enxerem os ouvidos com besteiras de coisas novas só para engordarem o bolso dos maiorais aqui de dentro. Porque no fim do mês, no meu salário, eu não vejo nenhuma diferença. - Cuspo as palavras boca a fora, e eles me olham, alguns curiosos e impressionados, outros com até ar de deboche.

-É porque o namorado dela não está mais com a nossa gravadora. - Ouço uma mulher dizer, alguém que eu nem tenho convivência e o nome não me convém. Rio debochada.

-O nome dele é Bruno, um dos melhores artistas que nós tínhamos, um dos que mais lucrava-mos! E não, ele não é meu namorado.

-Porque eles nos deixou então?

-Porque vocês estão pensando na droga do dinheiro primeiro antes de tudo! Não temos mais principios, isso aqui está um caos, e não adianta tapar o sol com a peneira, porque a verdade é sempre maior. Vocês estão levando essa gravadora pra baixo. - Respiro fundo. - Onde está o valor que dávamos aos nossos clientes? Nem isso temos mais. Vocês estão aqui, discutindo coisas banais, como cargos e pessoas, mas esquecem que devemos fazer ao invés de só falar, e fazer em prol da empresa, e não nosso prol. Nem notaram que tem um idiota no telefone enquanto falam besteiras. - Apontei para o cara, que me olha desnorteado. - Onde você se formou? Comprou seu diploma? - O olho perdida. Posso estar me equivocando, mas eu preciso extravasar tudo o que eu penso dessa empresa.

-Nicole... - Pree tenta falar alguma coisa. Agora não tem mais olhares divididos, praticamente todos ali estão de cabeça baixa, assentindo com que eu estou falando, mas claro que tem um ou outro que está descordando com o que eu falo.

-Agora, me dão licença, eu não passarei mais duas horas com vocês dentro dessa sala. Holly, me passa o relatório da reunião amanhã. Tenham um bom dia. - Bati a porta atrás de mim e não ouvi mais nada.

Saí com passos largos, e algumas das pessoas do departamento me olharam confusas, eu estava estourando de raiva, de tudo. Precisava extravasar com tudo que tenho entalado, metade já foi, que foi agora no meu emprego, mas preciso ainda me resolver com muito mais pessoas.

Aperto o botão do elevador e ele chega em seguida por estar no andar abaixo. Aperto o botão do meu andar e uma mão impede que ele se fechasse. Thales entra e me encara silencioso. A porta se fechou e ele gargalhou alto.

-Eu já disse que idolatro você? - Ele abraça-me de lado, e meu corpo gela com seu toque frio.

-Não, mas é bom saber. - Rio tentando ser mais divertida do que estava.

-O que houve? Hoje você está impossível! Começou com o sermão na moça do café.

-Ninguém manda ela me entregar um café gelado. - Giro os olhos e ele ri baixinho. - Eu estou estressada. Bruno foi ontem à noite lá em casa. - Desabafo enquanto chegamos ao andar.

-Agora está tudo explicado, seu estresse e tudo mais.

-Não está nada explicado. - Empurro a porta do meu escritório e ele entra logo atrás. Largo a porta para ela bater sozinha. - Ele visitou a filha, e nós conversamos como amigos. Pareceu que a filha era somente dele, ou somente minha, nada foi tocado sobre o assunto de eu ter saído de casa daquele jeito, ou sobre a carta. - Desabafo quando sento em minha cadeira.

-Eu pensei que ele tivesse o pulso mais forte, que fosse querer esclarecer tudo. Mas que babaca. - Thales comenta colocando os cotovelos sobre a minha mesa.

-Em compensação, quando ele foi embora, eu o acompanhei até a porta e ele se despediu com um silencioso selinho. - Meu rosto cora lembrando da cena. - E eu passei a madrugada tendo flashback de nós dois, todos os lindos momentos. Ai Thales, nós brigávamos, mas tínhamos momentos lindos.

-Então volta pra ele.

-Mas tinha momentos que eu tinha vontade de pega-lo pelo pescoço e enforca-lo, ou trata-lo como uma criança que a recém está aprendendo o certo e o errado.

-Então continua sem ele.

-E tinha vezes que a vontade era pausar e gravar o momento, para sempre que ele acabasse, eu iria lá e dava play novamente. - Suspiro terminando brevemente meu pensamento.

-Então vá catar coquinhos, sua indecisa. Só pode ser característica do seu signo, bicha! Você consegue ser pior do que eu quando tenho que escolher sapatos.

-Para. - Eu rio do que ele fala, breve momento de descontração. Olho distante para a parede e suspiro mais uma vez, o pensamento em outra dimensão.

-Como eu disse antes, eu lhe conheço tão bem, que eu sei que não é só esse o seu incomodo... Fale.

Olhei para o Thales, encarei seus olhos, sua sobrancelha me lembra a do Bruno, o formato do rosto parece também, mas ele não tem nada a ver com o Bruno. Balanço a cabeça tentando esvair a figura dele da minha mente e continuo pensando sobre o que eu iria responder para ele.



Bruno Pov's 
Tirei o dia de folga do estúdio, os caras tem que entender, minha cabeça está a mil e eu não tenho pensamentos para passar o dia no estúdio. Resolvo correr para o braço das minhas irmãs - no fim das contas, eu sempre faço isso. Tiara iria me xingar, impor lições de moral e tudo mais que eu não estava com saco para ouvir. Pres irá dizer que eu preciso relaxar, que eu preciso ter esse tempo mesmo para ver o que eu quero, e é claro, iria me xingar. Tahiti iria chorar, provavelmente ela iria dizer que eu devo pedir desculpas a ela correndo e pensar mil vezes no que eu fiz, porque nada do que eu ando fazendo ultimamente é atitude de homem e etc, e iria me xingar.  A que mais pode me ajudar nesse momento, que vai por as cartas na mesa, e irá ser mais coerente, será Jaime.

Virei meu voltante, dessa vez usando o carro, em direção a casa dela. A cadeirinha da Bernie ainda está no banco de trás, nós pouco usávamos o meu carro, portanto ela parece intacta. Quando olho minha imagem no espelho do carro, vejo olheiras, não tão profundas, mas bem visíveis. Eu mal dormi quando estava em Nova Iorque, eram shows, afters party, entrevistas e tudo mais que me deixou impossibilitado de ter uma boa noite de sono, aí chega de repente em casa e a minha espera está aquela carta. Uma carta tão bonita, que se não fosse triste para mim, seria perfeita.

Estacionei na frente da casa dela e bati na porta três vezes seguido. Ouvi o latido de Pica e de Cheetah, interessados em saber quem há por detrás da porta.

-Saí amor, deixa a mamãe atender a porta. - Ouço ela falar com os cachorros como se fossem filhos. Lembro-me da minha mãe, fazia a mesma coisa. Aliás, como Jaime pode ser tão parecida com a minha sem ao menos ser filha dela? - Ah, eu já deveria esperar. - Ela sorri assim que me vê.

-Sou tão previsível assim? - Pergunto enquanto dou um beijo em sua bochecha.

-Sim. - Ela responde encostando a porta. - E também um pouco de intuição feminina.

-Mulheres. - Reviro os olhos. - Que silêncio essa casa, cadê meu cunhado, meus sobrinhos?

-Seus sobrinhos tem algo do qual é bom demais, chamado escola! E seu cunhado está no serviço. - Jaime senta na poltrona, e eu no sofá. - Mas você quer um café, soda, suco?

Prontamente nego com a cabeça e ela respira fundo, pondo uma perna para cima da poltrona, e novamente ela me remete à minha mãe. Até seus gestos lembram, impressionante.

-O que foi, Bruno? Eu percebo suas olheiras, suas mãos inquietas - olho de imediato para minhas mãos se esfregando uma na outra -, sua respiração ofegante - tento controlar a respiração - e a sua tentativa falha de tentar parecer que isso é uma visita normal. Ainda mais partindo de alguém que não me visita há tempos.

-Desculpa. - Foi o que eu pude falar, o que eu tive coragem com essa cara de pau. Fico tempos sem visita-la mesmo, e só venho para sua aba quando preciso de abrigo. Eu cheguei a conclusão de quê o problema sou eu e minha cabeça oca.

-Só isso? Está desculpado, mas agora diga o que há de mal?

-Nicole.

-Eu vou virar a conselheira amorosa única e exclusiva de vocês dois. - Ela ri e eu permaneço quieto. - Brigaram novamente?

-Não, estamos bem. - Dou de ombros, nós realmente estamos bem. - Ela no apartamento dela, e eu na minha casa. Eu solteiro e ela também.

-Não acredito que ela fez isso mesmo! - Jaime leva a mão na boca.

-Você sabia que ela iria fazer isso? - Franzo a testa e ela da um sorriso torto de quem aprontou.

-Sabia, nós tivemos conversando bastante.

-Não acredito. - Passei a mão pela cabeça, isso só pode ser uma espécie de complô contra mim, não é possível.

-Calma, antes de pensar qualquer bobagem, quero que saiba que a Nick estava mal... Não, ela não estava mal do estômago, muito menos chegou aqui se queixando, nós conversamos abertamente, e ela me disse tudo que eu já sabia e mais um pouco. Quer dizer que agora você resolveu sair para beber com os amigos e esqueceu da sua mulher em casa? - Pergunta ela autoritária. Baixei  minha guarda e fiquei escutando-a.

-Duas vezes.

-Bruno, poderia ser uma ou um milhão, você não deveria deixar de avisa-la, ou pedir para alguém lhe levar pra casa. O que deu na sua cabeça dirigir daquela maneira?

-Paige disse que eu poderia ir tranquilo.

-E tem mais essa Paige, qual é a sua com ela?

-A minha? Nada, ela não é nada minha.

-Sabe que a Nick morre de ciúmes dela, Bruno. - Minha irmã só fala o que ela já havia me dito em algum dia que eu não devo ter dado muita bola. - Leva-la para almoçar na sua casa, no domingo, quando domingo deveria ser um dia mais família?

-Só por isso ela precisou se revoltar? - Pergunto, impaciente.

-Só por isso? Quer que eu liste tudo o que fez anteriormente, e tudo o que fazia antes de conhece-la? - Balanço a cabeça negativamente como uma criança repreendida e ela da um riso mais debochado. - Poupo-me boa parte da tarde. O que você fez pra ela, a cada dia que passava, e que você pensava "não dá em nada", só foi acumulando. Um dia a gente explode, Bruno.

-Eu não queria que fosse assim.

-Então acorda! Isso é vida real, aquela é a sua mulher, aquela é a sua filha, nós somos a sua família, nos valorize, pois no momento que você precisará de uma mão não será nem a bebida, nem o cigarro, nem a Paige que estará lá, será nós.

Refleti por segundos no que ela falou e resolvi me abrir.

-O problema, Jai, é que eu fico oscilando os momentos. Agora eu estou aqui querendo mais do que tudo, ela ao meu lado, seus carinhos, seus sermões. Tudo que a compõe. Mas tem horas que eu quero sair um pouquinho, deixar a cabeça evaporar, mas tenho a consciência de que depois disso eu terei minha mulher em casa... Não sei se me entende!

-Bruno, você já pensou que esses momentos que você quer sair, você poderia sair com ela? - Não, na verdade não mesmo. Espero ela dar continuidade a sua fala. - Você pode deixar a Bê comigo, ou com uma das nossas irmãs. Até mesmo a Urbana não se negaria a cuida-la por uma noite, e se você não pudesse deixar com nenhum, deixaria com uma babá. Levaria ela a um jantar, à algum lugar que ela goste, a uma balada, à um jogo, já que ambos gostam.

-Mas eu não tenho mais o que fazer, eu já estou conscientizado que eu tenho que ser alguém melhor, mas como?

-Mostra pra ela quem você é. Prova que ama ela mesmo!

-Como eu faço isso?

-Não vou te dizer. - Ela balança a cabeça. - Descubra, use seu próprio amor para apontar os devidos caminhos.

-Você já me fez sentir melhor. - Levanto e fico em frente dela, que levanta e me afaga em um abraço. Jaime me entende, na verdade entende qualquer pessoa, ela tem esse poder de transformar o complicado em fácil.

-Posso te fazer uma pergunta? - Pergunta ela quando nos desvencilhamos.

-Claro, todas. - Assenti com um pouquinho de receio pelo que viria, eu não sei o que se passa na cabeça dela no momento.

-A Nick não é alérgica a peixe, é?

-Não... - Balanço a cabeça tentando pensar, nós comíamos ás vezes comida japonesa, é óbvio que ela não é alérgica. - Porque?

-E ela gosta?

-Gosta sim, comíamos comida japonesa sempre que podíamos.

-Bruno eu acho que tenho uma coisa pra nós investigarmos, mas posso quase te dar uma garantia. - Ela sorri de maneira estranha, que medo do que pode estar se passando ali.

7 comentários:

  1. aii meu Deus, amei esse capitulo. Tomara que ele tome jeito agora e comece a arrumar essa bagunça.

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  2. Ai meu Deus como você pode parar nessas horas mulher? Já sou ansiosa, agr então haha... Amei esse capítulo, mas já quero o outro *-* milll beijos :*

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  3. hahshaahha minha imaginaçao ja me disse oq é que eles tem que investigar. RU ESTOU ME COMENDO DE ANSIEDADE, CONTINUA POR FAVOR

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  4. Menina a Jaime é filha da mae dele do primeiro casamento e o Eric é filho do pai dele do primeiro casamento, quando o pai e a mae dele se casarão tiveram nessa ordem ( Tiara, Bruno, Tahiti e Presley), sendo que a Jaime é um 3 anos mais velha que o Eric. Por isso a Bernnie tinha mais carinho com o Bruno por ser o o único filho dela, mesmo assim ela criou todos como se fossem seus filhos, na serie (the lylas vc ve que o pai da Jaime aparece) beijinho.
    Ps a serie é sobre as irmãs dele e tem alguns ep. no youtube legendados

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    1. Assisti duas vezes o seriado The Lylas, assisti normalmente em inglês, até porque a legenda não é tão boa assim. Mas, acho que quem não viu direito foi você, porque a Jaime não é filha da Bernie, ela é filha do irmão da Bernie, Christopher, que não pode cuidar dela quando nasceu - ela foi abandonada pela mãe nos braços do pai - porque ele era novo demais. Bernie a criou. Eric é filho do Pete de um relacionamento não durável que ele teve em Nova York. Depois quando Bernie e Pete se casaram, aí sim veio os outros, dos quais eu também sei a idade e sequencia. Na fic ainda pus "Alias como Jaime pode ser tão parecida com minha mãe sem menos ser filha dela". Assista novamente e comprove. Beijos

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    2. Verdade eu assisti novamente, desculpe. Não me entenda mal não quis ser grosseira ou dizer que você estava incoerente, pois na realidade o equivoco foi meu, mas mesmo assim quero que saiba que gosto muito da sua fic, amei a primeira temporada e continuo gostando da segunda você tem ótimas ideias beijinho.

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  5. Treeeeeeeeeeeeeeta... uahsuahusha. Parei.
    Dri, eu já tinha lido, aliás, era o mínimo já que tu tava aqui em casa, eu tenho certos direitos sobre essa fic por eu também estou nela, entãoo, MDS, que lindo.
    Eu amo quando aparece a Jaime assim, tão Bernie. <3
    Amei o capítulo!

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