Termino de me vestir enquanto o Bruno pegou a Bê e foi para a sala. Passo uma camada de rímel e um lápis de olho. Nos lábios pus um gloss rosa discreto e peguei minha bolsa sob a cama.
-Estou pronta. - Digo enquanto chego na sala arrumando a minha bolsa.
-Olha como a mamãe tá linda, amor. - Bruno diz para nossa filha que sorri quando me vê.
-Mõ da minha. - Ela pisca seus olhinhos tão doces.
-Sua mamãe, mamãe da Bê, meu amor. - Dou uma corridinha e cheiro sua barriguinha que ri descontroladamente.
-Você está tão perfeita. - Levanto meu rosto para perto do seu e dou um selinho em sua boca e aperto meus olhos fortemente, analiso com cuidado seu cheiro tão bom, seu perfume adentra minhas narinas de maneira tão doce, mas tão voraz, como pode ser tão difícil explicar isso?
-Está irresistível. - Digo para ele.
Bê coloca a sua mão em meu peito como se quisesse nos afastar ou dizer "hey mamãe, eu estou aqui, dá pra me perceberem e deixarem isso pra depois?". Nós dois percebemos isso e rimos dela.
-E você é a menina mais perfeita que poderia existir. - Aperto levemente suas bochechas e ela aperta os olhinhos dando uma gargalhada descontraída.
-Vamos nessa gatinhas? - Bruno anda em frente e nós seguimos até a porta.
Aperto o código do alarme e ouço a tranca da porta dos fundos mesmo de longe e o bip do alarme que fez na sala. Fecho a porta com a chave e ouço o outro bip do alarme. Bruno vai andando com a Bê no colo até o carro e eu me virando com a minha bolsa, meu casaco e a bolsa da Bê no outro braço, mais a chave de casa que eu estava guardando.
-Uma ajuda, eu aceito. - Digo estacionando no meio do caminho enquanto Bruno abre a porta dianteira do carro e ajusta Bê na cadeirinha.
-Se vira! - Ouço ele gritar e logo depois a sua risada. Repreendo meu rosto e fico o olhando com os olhos semicerrados. - É brincadeira. - Ele se vira de um jeito bobalhão.
-Nem queria sua ajuda mesmo. - Dou de ombros.
-Ah, então te espero no carro. - Ele aponta com o polegar sobre seus ombros para o carro.
-Nem ousa, me ajuda. - Falo entre minhas risadas.
Ele vem bobamente para me ajudar, com o sorriso frouxo. A nossa menina faz festa no carro, agora com um brinquedinho em mãos, enquanto eu e ele vamos caminhando e "esbarrando" um no outro de propósito. Engraçado como minha raiva, ou sei lá o que era aquilo, passou tão rapidamente.
Nos ajeitamos no carro, ele na direção e eu no carona. Cuidei para que a Bê estivesse bem ali, e ajeitei minha bolsa ao lado dela no banco de trás. Bruno colocou o cinto, e eu também. Então arrancamos o carro e saímos de perto da casa.
-Okay, para onde vamos? - Pergunto enquanto observo a estrada um pouco mais movimentada.
-Algum lugar que dê para pegar um atalho? - Ele buzina para o trânsito ao mesmo tempo que diz isso. - Poderíamos ir ao shopping, mas domingo deve estar hiper lotado.
-Verdade... e também não deve ter nada pra Bê fazer lá.
-Santa Mônica?
-O parque é muito agitado pra ela, acho melhor ela crescer um pouquinho mais. - Torço os lábios.
-Não, o anta! - Ele me ofende, mas começa a rir. Olho pra ele fingindo estar abismada e ele me toca um beijo. Começo a rir e Bê também ri lá atrás.
-Não deixa ele ofender a mamãe, amor. - Peço olhando-a pelo retrovisor.
-Lá tem um parque bem bonito para se passar uma tarde como essa... e ainda podemos fazer um piquenique, que tal?
-Por mim tudo bem. - Concordo com a ideia. Um piquenique seria ótimo.
Bruno estava só sorrisos dentro do carro, ele contava piadas e regia nossa viagem falando mil e uma coisas. De todas as vezes, depois que a Bê nasceu e nós saímos, nenhuma ele estava nessa alegria contagiante. Percebia seus olhares para a nossa pequena, e ás vezes até para eu. Me sentia envergonhada dele estar me olhando assim. Como qualquer mulher/homem que tem um namorado, eu estou o desejando na minha cama a essa noite, mas antes desejo nosso pique nique família.
É, ninguém disse que seria fácil toda essa jornada, mas também ninguém me disse que a vida mudaria da noite para o dia! Muitas coisas aconteceram boas, ruins, mas eu sou grata ao Bruno por me dar essas experiências, porque me ouvir, por me fazer sorrir, por me dar mais um motivo para viver - não que eu não tivesse motivos para viver, pelo contrário, eu tenho amigas, pais, família, um namorado, um emprego -, mas um filho muda todos os conceitos da vida. Muda tudo. Muda pra melhor.
-A mamãe nem nos ouviu... - Bruno diz para Bê que resmunga algo que eu não consigo entender.
-Aí, desculpa, estava aqui pensando. - Suspiro.
-Pensando em quem? - Pergunta ele intercalando os olhares entre eu e a pista.
-Em mim, em você, em nós, nossa família, a Bê...
-Gostei de ver que eu estou em segundo nessa lista. - Ele brinca.
-Você me entendeu. - Reviro os olhos em brincadeira e ele passa a dirigir com uma mão, quando a sua outra mão encontra a minha e a temperatura do meu corpo se destabiliza completamente.
(*)
Deixamos o carro estacionado numa rua calma perto do parque. Já passamos em um super mercado, quer dizer, eu preferi descer sozinha porque se ele aparecesse ia ser assédio pra tudo quanto é lado e nós não conseguiríamos fazer nossas compras. Comprei coisas básicas para piquenique, e pedi na padaria do mercado que fizessem dois belos sanduíches. Quando cheguei no carro, Bru pede que eu voltasse lá e comprasse uma toalha, porque segundo ele: "piquenique sem toalha, não é um piquenique". Voltei lá e comprei a tal toalha.
No caminho até o parque - era cerca de poucos metros de onde colocamos o carro -, Bruno segurou a Bê, e deu a mão pra mim. Me senti tão feliz com esse pequeno gesto. Segurei minha bolsa, a bolsa da Bê e Bruno conseguiu pegar uma das sacolas com as coisas. Parecíamos mulambos cheio de sacolas e uma criança pequena.
De longe, Bruno já chamou a atenção. Quando que ele não chama? O parque estava cheio, mas ainda dava para conseguir um lugar bom. Andamos um pouquinho até o outro lado, perto da orla e achamos um belíssimo lugar em baixo da árvore. Lado bom: tem sombra. Lado ruim: tem vento. É capaz de nossa toalha voar dali.
-Se eu trouxesse o violão seria mais do que perfeito. - Bruno disse assim que estendemos a toalha juntos.
-Tá ótimo assim, amor. - Falo pegando as coisas da sacola.
-Mãen. - Bê resmunga estendendo os braços pra mim.
-Que foi minha linda? - Peguei-a no colo e ela mudou sua expressão de séria para risonha.
-Tá mal acostumada, só quer colo. - Bruno bufa em um tom descontraído.
-Papai tá com inveja porque você pediu meu colo, lindinha. - Mecho nas suas bochechas e ela gargalha.
-Papai não quer mais saber dela também. - Bruno dá de ombros chegando atrás de mim e ela olha pra ele fazendo bico.
Manhosa? Não... bem capaz!
-Aí que grude com esse seu pai, meu Deus. - Digo em tom áspero.
-A mãe também é um grude comigo. - Ele abraça-me por trás.
-Sabia que tem muitas pessoas aqui e eu não posso falar nada muito safado, não sabe? - Digo baixinho pra ele.
-Somos um casal, eu posso fazer isso a hora que eu quiser. - Ele se aproxima mais do meu corpo. - Principalmente quando você está mais linda que o normal.
-Linda. - Bê chama a nossa atenção.
-Mais palavrinhas pro vocábulo dela. - Falo emocionada.
Arrumamos o resto das coisas e como disse anteriormente, sim a toalha quase voou umas três vezes. Duas meninas se aproximaram de nós e pediram fotos e autógrafos para o Bruno, para minha surpresa, meu milagre, elas me deram oi e brincaram de longe com a Bê que só deu um sorrisinho frouxo e depois se fechou. Já sei qual é o mal dela agora... Leite. Peguei o leite da bolsinha térmica onde é apropriado de guardar a mamadeira, o leite que tirei mais cedo, inclusive, e dei à ela.
Minha filha estava encantada com tudo. Olhava cuidadosamente para tudo e dava sorrisos espontâneos. Bruno ficou do meu lado e me abraçou também. Coloquei ela sentada na toalha e dei um brinquedinho que trouxe em sua bolsa pra ela.
-Obrigada por esse momento, amor. - Ele diz próximo ao meu ouvido enquanto observamos nossa pequena brincar.
-Eu que agradeço. - Digo repousando minha cabeça no seu ombro.
-Hoje ela vai dormir cedo. - Sua fala saí mais baixinha do que antes.
-Eu sei. - Mordo levemente meus lábios.
-Amo esse seu lado safado! - Ele passa a sua mão por minhas costas.
-Só não ativa ele agora porque eu não respondo por mim. - Digo dando um sorriso pra disfarçar esse clima safado.
-Ai... essa noite que não chega, meu Deus.
-Calma meu taradinho!
Aproveitamos aquela tarde ao máximo. Comemos nossas coisas e guardamos o resto. Bruno levou ela ao playground que tem ali, mas ela chorou porque queria ficar perto de mim, então levei as coisas para o carro, tranquei e andei rapidamente até chegar lá. Algumas pessoas já iam arrumando suas coisas para irem embora, e nós ali, brincando com nossa filha.
Bê ficava estérica e feliz com tudo, o passeio está sendo bom pra ela e pelo visto ela vai chegar cansada demais. O que é bom...



Ahhhhhhhhh Adriana, por favor, estou te implorando, continua logooooo. Esse capitulo ta PERFEITO
ResponderExcluirCapitulo HOT no proximo, adoro ♥
ResponderExcluirQue capítulo mega fofo Adri <3333, AMEI ... prevejo um BELO cap haha , anciosaa e to gostando desse clima entre eles dois :3 continueeee amore um beijo e até .
ResponderExcluirLindo este capítulo!!!!
ResponderExcluirAin por favor, posta logo, não tó mais conseguindo me conter, cra, eu preciso sobreviver sem passar um dia sem pensar nessa fic HAAAAA PLMDS,dps tu escreve a outra, e se tiver com falta de criatividade pede ajuda aí
ResponderExcluir