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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Capítulo Trinta e dois - Parte 2

Vi mais do que duplo sentido nessa frase. Aliás, eu só vi um sentido, que ele iria voltar pra mim, quando? Eu não sei, mas talvez eu estivesse me sentindo mais carente do que o normal. 

Entrei para o carro e encostei-me no banco. Pus música no meu celular e tentei me distrair com algum joguinho que nunca havia jogado, a lembrei novamente das rosquinhas. Minha boca salivava por uma, no momento era o que eu mais queria.


Sou acordada por uma leve brisa gelada entrando no carro. Levei um susto por lembrar que não tinha trancado a porta do carro e nem acionado o alarme. O sono me pegou tão desprevenida que acabei deixando tudo a deriva.

-Que perigo, Nick, você estava dormindo. - Bruno me encara seriamente.

-Eu não estava dormindo. - Pigarreio para tentar fingir que não estava dormindo.

-Ah não... é claro que estava. - Ele gira os olhos.

-Tem razão, eu estava. - Esfrego os olhos e lembro da maquiagem. - Devo estar parecendo um panda. - Reviro os olhos e ele ri.

-Vou ajeitar a gasolina pra você. - Ele vai se afastando.

-Horário de agora, por favor?

-Quinze para uma. - Bruno olha no seu relógio de pulso e pega a chave do carro que estava no painel.

Ele fica fazendo o que tem que fazer com a gasolina enquanto eu vou tirando a música do meu celular que ainda estava tocando, e ajeitando meus cabelos que estavam críticos. Ajeitei-me no banco e  ele me surpreende entrando no carro.

-Está tudo ok. - Ele diz me encarando.

-Obrigada. - Bocejo.

-Passou mil coisas pela minha cabeça quando me ligou aquele horário.

-Desculpa, não queria lhe preocupar.

-Não precisa pedir desculpas Nick, eu entendo como você deve ter ficado na hora que o carro parou. - Bocejei novamente e ele sorrio de olhos fechados. - Eu dirijo!

-Pra onde?

-Pra algum lugar onde você possa dormir, você está dormindo aqui e se eu deixar você dirigir nesse estado enquanto vai pra casa sabe-se lá Deus o que possa acontecer. - Ouvi o tom que ele usou, associando àquela noite em que perdi o bebê...Isso não poderia acontecer novamente.

-Obrigada por se preocupar.

-Eu sempre me preocupo.

Meu rosto corou, fiquei um pouco tremula. Quando perguntei sobre a  sua moto, ele pigarreou e disse que mandará alguém busca-la, e então a ajeitou numa rua com o cadeado e tudo mais. Ele arrancou o carro e eu fui acordada meio dopada, o estacionou num lugar que eu não reconheço.

-Onde estamos? - Pergunto quando ele abre a porta.

-Num lugar onde possamos dormir, porque eu também estou caindo de sono.

-Que lugar?

-Você irá dormir tranquila Nick, não se preocupe. - Ele fecha a porta do motorista e abre a do carona. - Agora vem. - Bruno estende a mão, mas eu ignoro pegando minha bolsa. Acho que ele entendeu que eu não quero pegar na sua mão, não agora, não desse jeito.

Pegamos um elevador e descemos num corredor com paredes brancas e portas cremes. É claro, estamos em um hotel, pousada ou motel...Não demos nenhuma palavra até ele pegar o cartão da porta e passar. Há apenas uma cama de casal. Eu entro primeiro e olho para ele que fecha a porta.

-Temos direito a café da manhã. - Diz feliz enquanto larga o cartão sobre a mesa ao lado o vaso de flor que é enfeite do quarto. - Agora é só dormirmos.

-Ok. - Largo minha bolsa e tiro meus sapatos para o lado. Prendo o cabelo num coque com ele mesmo e tiro os brincos para não enrolarem.

Bruno estava tirando seus tênis e sua jaqueta de couro para deitar no lado oposto do meu. Andei até os pés da cama e pus o travesseiro ali, ele me olhou confuso, e pela sua cara pensou em contestar algumas vezes. Tapei-me com a mesma coberta que ele, até que ele apagou o abajur que estava acesso anteriormente.

-Boa noite Nick. - Sua perna encostou na minha e subiu uma vontade quase insaciável de pular no seu colo e pelo menos uma noite me entregar aos seus encantos e dotes sexuais.

Tenho que tirar esses pensamentos da cabeça.

-Boa noite. - Saiu praticamente em um gemido, já que mais uma vez, ele encostou sua perna na minha.

-Nick... - Não sei o que ele iria falar, mas ele se calou, e eu não perguntei.

Mas meu sono tinha ido embora, e o que chegou no lugar dele foi a vontade de beija-lo. Me segurei para não entrelaçar minha perna na dele e já nos enroscarmos em nós feitos pelos nossos corpos.

Sentei na cama, tirei as cobertas e coloquei o travesseiro ao seu lado, onde deveria estar, e ali deitei. Falei baixinho que aquele lado estava difícil dormir, e ele apenas riu abafado.

-Difícil. - Ouço ele falar.

-O que está difícil? - Pergunto, mas eu respondo da minha parte o que está difícil... Respirar ao lado dele, sentir esse perfume e não poder aprofundar meu rosto nas curvas no seu pescoço, entrelaçar meus dedos nos seus.

Encosto no seu ombro e ele solta a respiração pesada.

-Não. - Ele diz confuso.

-Não o que? - Minha voz talvez tenha saído mais sexy do que deveria.

-Você encosta em mim enquanto estou fragilizado. Você disse para manter distância de você do lado amoroso, mas está sendo mais difícil do que eu pensava. - Ele virou-se de frente pra mim e afofou seu travesseiro. - Nick,se soubesse o quanto eu queria beijar você agora...

Seus olhos percorrem pelos meus lábios, eu me acanho numa vergonha que não era para estar ali, porque estou agindo dessa forma? Me faço a pergunta repetidamente na cabeça, até que depois de um tempo, ele fecha os olhos desistindo de tentar.

-Tenho saudades do seu corpo no meu. - Falo baixinho, a intensão não era falar, era pensar, mas parece que minha boca queria ver o circo pegar fogo.

Seus olhos se abrem e ele passa a me encarar novamente. Suspiro fundo esperando um beijo roubado, mas o que ele faz é levar sua mão ao meu rosto. Parece que ele tem dúvidas de que realmente ouviu isso da minha boca.

-Eu esperarei o tempo que for necessário para colar nossos corpos novamente.

Não queria uma declaração de amor agora, não queria pensar no certo a se fazer, muito menos no que pedi à ele sobre mantermos a distância "amorosa" entre nós. Me perdi nos seus lábios rapidamente, encostando os meus levemente, até que ele deu abertura para aprofundarmos o beijo. Já estava quase sobre ele, numa posição não muito confortável, mas a quebra de contato não poderia parar.


Eu precisava dos seus toques, dos seus carinhos, dos seus beijos. Mesmo antes de terminarmos, nós não tínhamos ido para cama, eu estava com raiva o suficiente para virar o rosto quando ele iria me beijar. Mas agora, enquanto sua mão acariciava meu cabelo, e seus lábios saboreavam os meus, eu queria mais que tudo quando acabasse, nada daquilo tivesse acontecido e nós fossemos aquele casal melado que éramos antes.

Me permiti subir em seu colo com todo o cuidado, espalmando a mão em seu peito e o olhando fixamente. Ele estava mais confuso que eu, portanto não fiquei com receio de continuar algo.

Tirei as cobertas para o lado com a ajuda dele e com cuidado ele beijou meu pescoço, descendo sobre a minha blusa, peitos cobertos,   minha barriga e eu me inclinei para trás. Senti um arrepio sem igual na minha barriga, e ela parecia levemente maior. Eu espero que ele não perceba. Mas a voz em minha mente insiste em dizer "revele pra ele que você realmente está grávida, admita que ele é o pai dessa criança que você espera". A voz era do peso na minha consciência.

Pensei em perguntar se ele queria continuar com isso, para ver se eu me instabilizava e parava com essa loucura, mas ele parecia tão concentrado me beijando, e mesmo por cima da roupa, ele pareceu nem se preocupar.

Bruno Pov's

Não sabia se deveria continuar. O que ela fez me pegou de surpresa. Pensei que nós poderíamos ter alguma conversa quando a trouxe para o hotel, mas nunca imaginei que iríamos transar. Eu queria falar muitas coisas à ela, mas quando ela deitou nos pés da cama, fez-me repensar que ela não quer mesmo conversar comigo. Mas logo depois, quando ela começou a me perguntar as coisas e eu não conseguia responder porque simplesmente parecia um adolescente idiota pensando que a mulher mais linda está ao meu lado na cama, eu vi que poderíamos ter uma conversa.

Uma conversa corporal.

De jeito nenhum queria que ela pensasse que eu apenas a queria na cama, então permiti que ela me desse o aval para continuar com tudo aquilo. Assim que ela subiu no meu colo, eu beijei seu pescoço, seus peitos, e quando cheguei em sua barriga eu me arrepiei por completo. Parei por alguns instantes e repeti novamente o que tinha acabado de fazer, e novamente me arrepiei.

Tirei a sua blusa com todo o cuidado e desatei seu sutiã. Ela puxou a minha para cima com mais voracidade do que eu estava. Ela queria isso mais do que eu! A deitei para o lado e me posicionei ao seu lado, de joelhos, retirando sua calça. Seus braços estavam mais gelados do que sua perna que estava coberta.

Seu corpo continua o paraíso. Desde sempre a mulher mais linda, mais completa e a que mais me satisfez foi a Nick. Nenhuma conseguiu me arrancar suspiros, nenhuma me deu vontade de continuar deitados, sujos, após o sexo. Nenhuma conseguiu me deixar louco apenas com um olhar malicioso. Nick tem esse poder sobre mim, algo mais sobrenatural do que eu pensava que era. Eu estando ao seu lado, transando, conversando ou apenas contemplando, me sinto o homem mais completo. E eu não quero perder isso. Não queria perder isso! A cada dia que passa a dor fica mais forte e eu mais frágil, a dor está conseguindo sugar minhas forças.

Aperto seus peitos com delicadeza, mas mesmo assim ela reclama um pouco de dor. Levo minha boca a sua aureola e com os lábios molhados, eu a beijo. A instigo com movimentos sob o tecido de algodão da sua calcinha cor de rosa fraco. Ela olhou-me, gemendo parecendo implorar por mais. Eu quero que ela se sinta amada, hoje e sempre por mim.

Baixei sua calcinha e beijei levemente sua intimidade, respirando seu cheiro de mulher e afastando um pouco mais suas pernas. Lambo seu sexo e ela geme bem alto, até que começo a fazer um belo oral, sem pressa, apenas dando o máximo de prazer. Introduzo levemente um dedo e vejo que não é só aparentemente, ela realmente está bem molhada e excitada. E eu não poderia estar pior, minhas calças pareciam explodir, e eu a queria mais do que nunca.

Apertei levemente sua coxa e levantei ficando novamente de joelhos. Ela senta-se de pernas cruzadas na cama, e enquanto vou tirando minha calça, ela não para de olhar. Sua mão foi direto a minha cueca quando me desfiz da calça, mas não permiti que ela fizesse isso, coloquei a mão sobre a sua e a segurei.

-Essa noite é sua. - Sussurro para ela que abre um sorriso. Oh Deus, como eu a amo tanto?

Subi sob seu corpo, e quando meu sexo coberto pela cueca encostou levemente em sua intimidade, ela gemeu gostosamente. Sei que está mais do que na hora de dar prazer a ela, cuja a respiração já está descompassada. Beijo seu pescoço, mordo sua orelha, e beijo por diversas vezes seus lábios mel. Dei um jeito para me livrar da cueca, e subindo novamente sob o seu corpo, cuidando para não por o peso em cima dela, eu introduzi novamente um dedo e depois conduzi meu membro até a sua cavidade. Ela estava muito quente, úmida, e muito excitada. Poderia dizer que ela teria até chego a algum pequeno orgasmo, o que me deixava mais instigado e tarado por seu corpo.

Seus olhos brilhantes esmeralda estavam ansiosos por mais, e o que eu lhe dava era movimentos intensos e controlados, mais lentos do que o normal. Ela os revirava num gesto de que estava realmente gostando. Beijo seus lábios e quando penso que ela não corresponderia da mesma forma, ela me beija tão delicadamente. Estaciono meu membro dela por um minuto e dou atenção apenas para o beijo, eu não poderia deixar de beija-la dessa forma, isso me disse tantas coisas mesmo sem nenhuma palavra.

Deitei ao seu lado, e ela com cuidado senta em cima do meu membro, introduzindo-o completamente. Fico mais excitado - se é que é possível. Ela se movimenta lentamente, e se inclina para perto de mim. Seus cabelos estão todos para o lado, ela não quebra o olhar comigo, mesmo que vacilante em algumas horas por causa da sua excitação.

Minha área pélvica ferveu, queria expelir tudo que estava dentro de mim, então avisei que iria chegar ao meu orgasmo, e que se ela pudesse chegar ao dela seria melhor, mas ela não chegou.Simplesmente saiu do meu colo, se sentou ao lado do meu membro e o masturbou até meu gozo sair por completo.

Isso não era justo, eu pelo menos deveria dar mais prazer à ela. Depois que recuperei meu fôlego, nós nos olhamos como cúmplices e rimos como adolescentes pós primeira transa. Tentei dar prazer à ela beijando-a e instigando com a minha mão, o seu sexo. E deu certo, após alguns minutinhos ela já estava com pernas bambas, trancando a minha mão no meio delas, por que estava se contraindo no orgasmo.

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